segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Livro: O Vale do Terror

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Livro: Vale do Terror
Autor: Arthur Conan Doyle
Páginas: 184 
Editora: Martin Claret 


Sinopse: Em cem anos Sherlock Holmes tornou-se um dos três personagens mais famosos da literatura inglesa. Hoje Sherlock é tão popular no mundo inteiro que a palavra é empregada até como um adjetivo, designando alguém que tem habilidade na arte de investigar. Neste livro o leitor encontrará aventura de Sherlock Holmes; um verdadeiro banquete para os amantes da boa literatura de suspense e mistério.

O Vale do Terror tem início com Sherlock recebendo uma mensagem criptografada o avisando que um homem encontra-se em grande perigo de morte. Porém, pouco tempo depois de ele receber este aviso, o detetive MacDonald o procura pedindo ajuda para desvendar um homicídio que ocorreu em Birlstone com o mesmo homem que era mencionado na mesnsagem, logo, o que era apenas um aviso já havia se concretizado.
Sherlock, Watson e o detetive MacDonald se dirigem a Birlstone para tentar compreender o mistério por trás do assassinato de John Douglas. Como sempre Sherlock consegue resolver tudo da maneira menos convencional, ligando fatos que para qualquer pessoa seriam detalhes à parte, ele consegue desvendar o real mistério por trás da morte de John Douglas, concluindo assim a primeira parte do livro.

O Livro é dividido em duas partes: a primeira, 'A tragédia de Birlstone', que são os acontecimentos resumidos anteriormente, onde Sherlock desvenda o mistério do assassinato. E a segunda, 'Os Vingadores', que conta a estória por trás da estória, e explica o porquê da tragédia que ocorreu em Birlstone.

'Os Vingadores' é uma parte muito importante, pois explica as reais implicações que levaram ao caso de Birlstone, uma trama por trás da obra principal para que esta seja melhor compreendida de maneira geral. Os vingadores são um tipo de seita/instituição/irmandade que de certa forma transforma todos os seus participantes em assassinos de aluguel. No começo pode até não parecer, mas tudo se liga ao caso Birlstone e a leitura flui perfeitamente nos encaminhando a seu incrível e inimaginável desfecho.

Em geral, eu gostei de 'O Vale do terror' até por ser um dos poucos romances escritos por Sir Arthur Conan Doyle, que de forma geral escreve muito mais contos que romances; porém, preciso dizer que me surpreendi com o rumo que a trama tomou, assim que comecei a ler não imaginava que seria tão diferente, pois na segunda parte do livro, subtitulado de 'Os Vingadores', Sherlock Holmes simplesmente não aparece, e com certeza o leitor sente falta da sua genialidade. Mas apesar disso, depois de pouco tempo nos acostumamos a falta do Sherlock, e por ora até esquecemos do envolvimento inicial dele. Sherlock só volta no epílogo para concluir o desfecho geral da estória.
Apesar dos pesares, Os Vingadores foi uma estória com um enredo incrível; nas últimas páginas fiquei boquiaberta com o quanto Sir Arthur consegue manipular o leitor de forma que algumas vezes passamos longe de descobrir a verdade final. E concluindo de maneira incrível o caso inicial. Com certeza 'O Vale do Terror' é altamente recomendado para todos os Sherlocked(s) de plantão.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Livro: The Walking Dead - A ascensão do Governador

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Livro: The Walking Dead - A ascensão do Governador
Autores: Robert Kirkman e Jay Bonansinga
Editora: Galera
Páginas: 364

Sinopse: No universo de The Walking Dead não existe vilão maior do que o Governador, o déspota que comanda a cidade de Woodbury. Eleito pela revista americana Wizard como "Vilão do ano", ele é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Neste romance os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian que, com outros dois amigos, irão cruzar cidades desoladas pelo apocalipse zumbi em busca da salvação.

Confesso que não sei exatamente o que eu esperava desse livro. Eu assisto The Walking Dead há um tempo, e até já li algumas (poucas) hq's, conheço algumas dos personagens que ainda não apareceram na série, e sempre tive uma vontade enorme de conhecer o Governador desde que soube que ele foi eleito vilão do ano. Logo, quando a Galera anunciou que lançaria o livro fiquei com um desejo enorme de ler, mas quando comecei a ler, não sabia qual era exatamente a minha expectativa.

Não há como negar que a série de TV The Walking Dead é um grande sucesso. Porém, até o final da segunda temporada, não temos a ilustre presença de seu maior vilão, o Governador, pois o mesmo só aparecerá na série na terceira temporada, que estreará no dia 14 de outubro de 2012, e aqui no Brasil dia 16 de outubro (pela fox). 

Em A ascensão do Governador conhecemos a estória de Phillip Blake, a pequena Penny - sua filha - e seu irmão Brian que, com mais dois amigos tentarão sobreviver a praga que dominou a sua cidade. O livro começa com com o grupo tentando abrir caminho para chegar em Atlanta, onde há um suposto campo de refugiados, mas para isso eles precisam cruzar a cidade e percorrer um longo caminho até Atlanta, enfrentando vários mordedores pela estrada.

Mas nem tudo é o que parece ser, e as coisas não saem bem como planejadas. Novos planos precisam ser feitos, novas dificuldades serem superadas, e mais que tudo eles precisam encontrar um lugar seguro e livre da praga para tentar se estabilizar até tudo voltar ao normal, se é que voltará um dia.

O autor não poupa o leitor de nada. Ele narra as coisas como realmente são, descreve os personagens e suas angustias diante de tudo que acontece com precisão e de forma geral não deixa o livro perder o ritmo, pois quando tudo parece estar indo bem, acontece algo para atrapalhar a vida dos personagens.

O livro não fala de cara quem é o Governador, pois como o próprio título diz, a estória se trata de sua ascensão, a trajetória que o fez ser o homem que é, porque ele faz o que faz, mostra tudo pelo que ele passou até a frieza tomar conta de seu coração e alma. Creio que o autor tentou fazer com que todos apostassem todas as fichas em um personagem, depois fez alguns jogos para que duvidasses, e no final, alguns detalhes surpreende.

Eu gostei bastante do rumo que o enredo tomou. No começo achei um pouco previsível, [spoiler] pois, já que acompanho a série eu sabia o que esperava eles em Atlanta.[/spoiler] Mas logo após isso as coisas voltaram ao normal. Não achei violento ou assustador, mas acho que é porque já estou acostumadas com livros/filmes/séries assim, porém, talvez realmente seja para quem não esteja tão acostumado pelo menos com os hq's ou a série.

De forma resumida, The Walking Dead - A Ascensão do Governador é leitura obrigatória para fãs da série e dos hq's. Porém se você não se encaixa em nenhum dos dois grupos, mas gosta de terror e tensão razoáveis também é um bom livro para você.
"Nenhum homem escolhe o mal por ser mal, mas apenas por confundi-lo com felicidade, que é o que ele busca." - Mary Wollstonecraft

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Livro: Jogador N° 1

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Livro: Jogador N°1
Autor: Ernest Cline
Editora: Leya
Páginas: 464



Sinopse: Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência. A vida, os perigos, e o amor agora estão mais reais do que nunca. 

           O livro se passa em um futuro não muito distante (ano de 2045) e não muito improvável. O mundo que vivemos hoje não 'acabou' como acontece na maioria dos romances distópicos que conhecemos, o que acontece é que os combustíveis fosseis se esgotaram, logo, a sociedade atual se estagnou. A pobreza e miséria estão presentes nas ruas, até onde os olhos podem enxergar. Em mundo como esse, qualquer pessoa daria tudo para poder sair da realidade ruim para conhecer um lugar novo, um lugar melhor.
           Esse 'lugar melhor' existe. O OASIS foi criado por James Halliday, um geek que criou seu império a partir dos games. Depois do OASIS, as pessoas passaram a esquecer a realidade e passaram a estudar, trabalhar e se divertir logados ao OASIS. No OASIS tudo é possível, para acessar cria-se um avatar com a aparência desejada, um nick name, e a partir daí tudo é possível dentro do limite da sua conta. Em resumo o OASIS é um novo mundo, onde as pessoas podem se esconder da realidade.
           O livro começa com o testamento de James Halliday. Nele Halliday dá início a uma caça ao tesouro dentro do OASIS, onde, aquele que achar seu Easter Egg herdará sua fortuna, e será o novo proprietário do OASIS. Porém após 5 anos depois da morte de Halliday, ninguém encontrou nenhuma das chaves e portões que ele deixou escondidos pelo OASIS. A única coisa que Halliday deixou, para dar um pontapé inicial foi um tipo de enigma, mas, mesmo assim, passado os cinco anos ninguém conseguiu chegar a lugar nenhum por ele.
           Até que um dia um garoto normal de 18 anos, Wade (conhecido no OASIS como Perzival), finalmente consegue descobri o que o primeiro enigma significava, e assim, desperta novamente o espirito de caça de todos os caça ovos deste novo mundo, e a partir daí tudo muda drasticamente.

          Eu considero Jogador N°1 um livro para geeks, gamers, nerds de qualquer tipo, pessoas que amam os anos 80 e afins. Jogador N°1 desperta o nerd que existe dentro de cada um de nós, e sendo assim, e um livro adorado por quem o lê.
         Cheio de referências a cultura pop dos anos 80, incluindo todo tipo de série, bandas, games, filmes e tudo mais que é possível imaginar, com um enredo diversificado em vários pontos, e com muitas surpresas ao virar de cada página, é um livro inovador.
           Apesar da ideia de game ser um pouco batida para alguns e nada original para outros, eu considero a criação do Ernest Cline bem inovadora e diversificada em vários aspectos, e um deles é o ponto chave do livro: as referências. No livro, Halliday nos é apresentado como um adorador nos anos 80 por ter vivido nesta década sua adolescência, logo, é por esse motivo que toda a caça e voltada para dicas que apenas conhecedores/estudiosos da década de oitenta são capazes de descobrir.
           Alguns capítulos do livro são bem descritivos sobre algumas coisas e sobre como ou porque tais coisas aconteceram. Não nego que quando a explicação começa a ficar um pouco longa, começa a ficar um pouco tedioso, mas quando menos esperamos as coisas começam a acontecer novamente. E a leitura se torna aquela do tipo 'só vou ler mais esse capítulo...' e quando percebe já leu só mais uns cinco capítulos.
           De forma geral eu gostei bastante do livro e achei interessante a maneira como as coisas foram acontecendo até o desfecho da estória. Mas não acho que seja um livro para todos os gostos, então talvez algumas pessoas leiam e acabem não gostando tanto, mas, de qualquer forma sempre há esse risco.
           Então, se você quer ver citações à Star Trek, Star Wars, Doctor Who, Atari, O Feitiço a Áquila, Curtindo a vida adoidado e etc. Jogador N°1 e o livro para você.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Filme: Meia-Noite em Paris

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Gil (Owen Wilson) é um roteirista de Hollywood que está prestes a se casar com sua noiva Inez (Rachel McAdams). Os pais de Inez vão a Paris a negócios, e o casal decide acompanha-los.  
Gil sempre foi fascinado pelos grandes escritores americanos, e como trabalhar com roteiros não o está fazendo tão feliz ultimamente, apesar de ser uma profissão com boa remuneração, ele quer seguir outro rumo, ele quer ser escritor, um bom, como aqueles a quem ele sempre venerou.

Estar na Cidade da Luz faz com que o desejo de Gil, de mudar o rumo que a sua vida está tomando, se torne cada vez mais forte. 
Seu sonho era poder ter vivido nos anos 20, quando grande parte de seus escritores e artistas favoritos viviam como pessoas normais circulando pelas ruas de Paris. E, incrivelmente, em uma noite caminhando meio bêbado pelas belas ruas de Paris, Gil realiza seu sonho. E quando se da conta do que esta acontecendo, esta cara a cara com F. Scott Fiztgerald um de seus escritores favoritos dos anos 20.

Gil passa a viver seus dias criando expectativas para a noite. Toda noite á meia-noite ele vai para Paris dos anos 20, conversa e convive com F. Scott Fiztgerald, Ernest Hemingway, Pablo Picasso e Salvador Dalí. Durante o dia Gil começa a reescrever partes de seu livro, dedicando seu dia a isso para que a noite ela possa conhecer a Paris que sempre sonhou.

Meia-Noite em Paris é um filme bonito. O cenário é perfeito e consegue tornar tudo incrivelmente mais belo do que já é. A base que o filme tem com todos os escritores/pintores (artistas em geral) é ótima para aprofundar razoavelmente a questão das artes, tornando os diálogos inteligentes sem serem exaustivos.

A fantasia inserida no filme é perfeitamente aceitável, uma vez que o Gil volta para a década de 20 e mesmo assim as coisas continuam seguindo seu rumo no tempo real sem nenhuma alteração drástica, essa mudança temporal totalmente aceitável sem nem mesmo parecer fantasia algumas vezes.

O filme ainda traz um leve romance inserido da melhor forma visivelmente possível. Gil está noivo de Inez, de forma resumida, uma mulher chata. E na década de 20 conhece Adriana, que serviu de inspiração para um famoso quadro de Picasso do mesmo período, bela, romântica e que o compreende, ou tenta compreender, da melhor maneira que pode.

Um filme leve com uma carga cultural equilibrada. É possível sentir os ares de Paris ao nosso redor enquanto assistimos ao longa de Woody Allen. É agradável, sem exageros, simplesmente adorável. Com um ótimo elenco que se enquadra perfeitamente na longa em geral, é quase impossível não se sentir em Paris ao assisti-lo. 


Título Original: Midnight in Paris
Direção/Roteiro: Woody Allen
100 minutos - Comédia/Fantasia/Drama
Elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Tom Hiddleston, Adrien Brody, Kurt Fuller, Mimi Kennedy.
Avaliação: 3,5 / 5,0

sábado, 23 de junho de 2012

Livro: Delírio

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Livro: Delírio (Livro #1)
Autora: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Páginas: 352


Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?.  

Poderia, talvez, descrever Delírio com uma única palavra: previsível.   
Porém, felizmente eu posso descrevê-lo com bem mais que uma palavra, logo, poderei tentar explicar o porquê, de certa maneira, eu me decepcionei com o livro que eu achei que iria gostar tanto. 

Fiquei com vontade de ler Delírio desde da primeira vez que o vi. Ele nem estava com previsão de lançamento aqui no Brasil ainda, cheguei até cogitar lê-lo em inglês, mas então, veio a boa noticía de que seria lançado aqui pela editora Intrínseca. Me animei no mesmo instante que soube, e após o lançamento, comprei o mais rápido que pude. Mas infelizmente, acabei me decepcionando com a estória.

Na distopia de Delírio os cientistas identificaram o amor como uma doença, na verdade, um dos piores maus da humanidade, e após um tempo de o classificarem como doença, acham a cura para o amor delíria nervosa, ou simplesmente amor. Após a cura ser descoberta todo cidadão, ao completar 18 anos, deve passar pela intervenção para receber a cura e finalmente poder ficar livre dos perigos que o amor  delíria nervosa pode trazer.

Agora, tente imaginar um lugar sem amor. Para mim é impossível imaginar um lugar onde o amor não existe, levando em consideração que o amor é o sentimento base de quase todos os outros sentimentos bons, e até mesmo alguns ruins, que sentimos. Em Delírio, vemos que uma sociedade sem amor se torna fria, desprovida de qualquer forma de expressão e obediente até a morte ao governo sem se questionar o motivo de ter de ser assim.

É difícil viver sem amor, e é mais difícil ainda viver cercado por pessoas que não sentem nada.

Delírio é, basicamente, o que você leu na sinopse. 

Acredito que o ponto alto da estória seja a sociedade que a Lauren Oliver criou. A ideia de governo que ela criou realmente funciona muito bem. A censura, toda limitação para que ninguém seja infectado parece ser quase impenetrável.  Porém apesar de todo cuidado do governo para livrar a sociedade da doença há simpatizantes - que são as pessoas que vivem na cidade, de certa forma infiltrados, e fingem concordar com as regras e aceitar a cura, e há os inválidos - que são os que não aceitaram o conceito do amor como doença e fugiram para florestas ou nasceram lá; se essas pessoas forem capturadas elas vão para prisão perpétua ou são mortas.

Dentro desta sociedade conhecemos a Lena, que tem 17 anos e conta os dias para sua intervenção, quando finalmente poderá viver sem precisar se preocupar com a doença. Lena mora com seus tios, pois seu pai morreu e só conheceu sua mãe no início de sua infância, pois apesar de sua mãe ter passado pela intervenção três vezes, não conseguiu ser curada e isso acabou a levando a morte. Por esse motivo Lena tem receio que ocorra algum problema com sua intervenção, e deseja ser curada logo. Lena tentar seguir a risca as regras do governo para que não aja nenhum problema na sua avaliação, ela tenta fazer tudo corretamente para tentar entrar em uma boa faculdade e ser pareada com alguém normal. (Apesar de o amor ser considerado doença, as pessoas ainda precisam se casar. Compreensível.) 

Porém, o inesperado (ou esperado mesmo) acontece, e Lena conhece Alex. (Bom, é de se imaginar que a partir do momento que o amor é considerado uma doença garotos e garotas (não curados) convivam separadamente, logo, Alex é o primeiro garoto que a Lena realmente conhece.) Não muito tempo depois deles se conhecerem de uma maneira um tanto esperada Lena descobre que esta apaixonada. E fim. O livro poderia acabar aí.

Sem exagero algum. O livro começa num ritmo até legal. E depois eu senti ele empacar no romance da Lena com o Alex. Ficou meio meloso e até chatinho. A partir daí minha leitura se tornou um pouco arrastada. Quando eu achava que aconteceria algo... não acontecia. E ficou assim por um tempo. Quando eu voltei a me empolgar com a leitura o livro acabou.

A sociedade criada é boa. Mas passei boa parte do livro sentindo que estava faltando algo que só encontrei no último capitulo. Algumas coisas foram tão previsíveis que eu estava começando a achar que tinha adquirido o dom da premonição. 

Mas não posso dizer que eu não gostei do livro. Eu até gostei. Mas acho que meu maior erro foi criar muitas expectativas. A estória é legal, mas só isso. Infelizmente para mim não foi nenhuma novidade. Não pude deixar de comparar muitas algumas coisas com Feios. Uma das coisas que eu mais gostei no livro foram as citações ao Shhh – Suma de hábitos, higiene e harmonia –  leitura obrigatória que esclarece e ressalta os perigos do amor deliria nervosa.

Em geral, a ideia do amor como uma doença é totalmente aceitável. Em algumas descrições no livro você para e pensa: "nossa, isso realmente parece uma doença". E apesar de ver bastante semelhanças com outras obras, não nego que a ideia foi até original. Mas para mim o que falhou mesmo foi o enredo. De qualquer forma, e apesar dos pesares, eu gostei do final, e quero ler Pandemonium, que é o segundo livro da, até agora, trilogia, e já está sendo divulgado nos EUA.