quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Livro: O Trono de Fogo

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Livro: O Trono de Fogo 
(As Crônicas dos Kane - Livro 2)
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 398


SinopseOs deuses do Egito Antigo foram libertados, e desde então Carter Kane e sua irmã, Sadie, vivem mergulhados em problemas. Descendentes da Casa da Vida, ordem secreta que remonta à época dos faraós, os dois têm poderes especiais, mas ainda não os dominam por completo – refugiados na Casa do Brooklyn, local de aprendizado para novos magos, eles correm contra o tempo. Seu inimigo mais ameaçador, Apófis, está se erguendo, e em poucos dias o mundo terá um final trágico. Para terem alguma chance de derrotar as forças do caos, precisarão da ajuda de Rá, o deus sol. Despertá-lo não será fácil: nenhum mago jamais conseguiu. Carter e Sadie terão de rodar o mundo em busca das três partes do Livro de Rá, para só então começarem a decifrar seus encantamentos. E, é claro, ninguém faz ideia de onde está o deus.
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Contém Spoilers se você ainda não leu "A Pirâmide Vermelha". (:
Se você não ouviu nossa primeira gravação, então... muito prazer: os deuses do egito estão circulando no mundo moderno; um grupo de magos chamados Casa Da Vida está tentando detê-los; todo mundo me odeia e odeia Sadie; e uma serpente enorme está prestes a engolir o Sol e destruir o mundo.
A vida de Carter e Sadie ainda não anda nada fácil.
Recapitulando os últimos acontecimentos, que mudaram o rumo das suas vidas: Julius,o pai deles morreu, mas bem, ele ainda está vivo (what?) Ele é Osíris. Carter e Sadie descobriram que veem de uma antiga e poderosa linhagem egípcia, Carter é hospedeiro da força, do poder e do próprio deus Hórus, e Sadie e hospedeira de Íris.
Porém, desde de a batalha na Pirâmide Vermelha, eles estão 'por conta própria', pois os deuses já não estão mais em suas mentes. Na verdade, após a batalha da Pirâmide Vermelha muita coisa mudou.
Os deuses do Egito Antigo foram libertados, Set não é mais o Inimigo número 1, Apófis, a serpente do caos, é.
O Caos é impaciente. É aleatório. E acima de tudo, é egoísta. Ele destrói simplesmente em função de mudança, alimentando-se de si mesmo numa fome constante. Mas o caos também pode ser atraente. Ele o seduz para que acredite que nada mais importa, exceto o que você quer.
O Trono de fogo começa com Os Kane invadindo o Museu o Brooklyn. Eles estão seguindo pistas para reunir o livro de - deus do sol. Rá é o único que pode derrotar Apófis, pois ele já fez isso antes. Logo, o objetivo de Carter e Sadie é juntar as partes do livro de Rá - que são três - e invocar o deus. Porém, eles não fazem a mínima ideia de onde estão as outras duas partes do livro, mas precisam descobri o mais rápido possível, antes do equinócio. 
Desta vez os Kane contam com a ajuda daqueles que responderam ao chamado deles após o incidente com a Pirâmide Vermelha, e se tornaram seus aprendizes na Casa da Vida do Brooklyn. Contam principalmente com os recrutas Walt e Jaz.
Sadie tem uma queda por Walt, um garoto legal, mas um tento misterioso; porém, ela não consegue esquecer Anúbis, o deus da morte.
Carter está totalmente obcecado em encontrar Zia, a verdadeira Zia, mas isso não será tão fácil.
No meio de tudo isso, Os Kane ainda precisam lidar com os deuses que não concordam com o despertar de Rá, e com magos da Casa da Vida, que ainda acham que não é uma boa despertar nem fazer acordo com os deuses. Entre esses magos está Vlad, o Inalador ou Vladimir Menshikov, o terceiro mago mais poderoso do mundo, que vamos ressaltar, não vai muito com a cara dos Kane.
Entretanto, eles podem contar com a ajuda de Bes, o deus dos anões, que é uma figura. E ajuda Carter e Sadie até o fim.
"(...) Nós éramos os Kane, o que significava que tudo daria errado."
"(...) Às vezes é necessário perder uma peça para ganhar o jogo."
Juntando todos esses novos elementos a estória se desenrola divinamente, aventura do começo ao fim. As coisas acontecem de forma rápida, porém detalhadamente. Cada final de capítulo é um trunfo para o capítulo seguinte. A narração segue alternada entre o Carter e a Sadie, porém, dois capítulos Carter, dois Sadie, e assim até o final.
É incrível a forma como Rick Riordan consegue manter a originalidade, e a realidade, sem nos cansar, ou sem uma informação falsa, pois todos os lugares, museus, artefatos, etc. Tudo no livro existe de fato.
O livro é super divertido, é impossível não rir com o Carter e a Sadie.
Uma sequência de tirar o fôlego a cada página vidada. Se você leu A Pirâmide Vermelha, precisa urgentemente começar O Trono de Fogo. E se você ainda não leu... bem, é melhor você começar a ler.

Assim como o primeiro livro, 'O Trono de Fogo' também faz uma pequena referência a Percy Jackson e os Olimpianos.
"Olhei para Manhattan do outro lado do rio. Era uma paisagem linda. Quando Sadie e eu chegamos à mansão pela primeira vez, Amós nos contou que os magos tentavam ficar fora de Manhattan. Ele disse que Manhattan tinha outros problemas - seja lá qual for o significado disso. E ás vezes, quando eu olhava para além do rio, podia jurar que via coisas. Sadie ria disso, mas certa vez pensei ter visto um cavalo voador. Provavelmente eram só as barreiras mágicas da mansão causando ilusões de ótica, mas, mesmo assim, era estranho."
A capa e o título do terceiro e último livro das Crônicas dos Kane já foi divulgadas, em uma tradução livre seria 'A Sombra da Serpente'. 
"Riordan mistura fortes emoções, magia poderosa, e pausas cômicas a sentimentos particulares, como amor, ciúmes e insegurança, o que torna seus jovens heróis absolutamente humanos." - Booklist

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Filme: Casa Comigo? (Leap Year)

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Anna de Boston (Amy Adams), namora há 4 anos com o Jeremy, um médico cardiologista, que vive com a cabeça e com o celular no trabalho (foi essa a impressão que ele me passou). Quando Jeremy convida Anna para jantar, e sua amiga diz que o viu saindo de uma da melhores joalheira da cidade com uma sacola na mão; Anna pensa que Jeremy a pedirá em casamento, pois afinal já são 4 anos de namoro, e os dois já estão planejando até comprar um apartamento juntos. Mas, para a decepção de Anna, o que ela esperava ser o anel do seu noivado é apenas um par de brincos. E logo após isso, Jeremy precisa sair do país para ir a um conferência em Dublin na Irlanda.

Antes disso, no mesmo dia na verdade, o pai de Anna havia lhe contado sobre uma velha tradição Irlandesa, da qual sua vó participou, na qual, a cada ano bissexto, no dia 29 de fevereiro, as mulheres irlandesas pediam seus namorados em casamento, e eles não podiam dizer não.

Já que seu namorado não a pediu em casamento, como o esperado, Anna resolve tomar iniciativa e acreditar na tradição irlandesa; ela mesma viajará até Dublin e no dia 29 de fevereiro pedirá Jeremy em casamento. Porém, as coisas não saem como planejado.

O avião no qual Anna viaja, passa por uma, não tão pequena turbulência, e é necessário pousar, todos os voos são cancelados até o tempo melhorar. Mas Anna não aceita esperar, e arriscar a chegar atrasada a Dublin, afinal, ela tem uma 'missão' a cumprir e com data marcada. Logo, ela resolve ao invés de esperar a tempestade acalmar, pegar um barco até Dublin, porém, a coisa só pioram e Anna acaba em uma pequena cidade chamada Dingle.
Em Dingle, Anna se vê em uma hospedaria/bar/restaurante, da qual Declan (Matthew Goode) é o aparente dono. Anna, está decidida a ir para Dublin custe o que custar, e o único taxi disponível no momento é o de Declan, mas ele se recusa a leva-la até lá porque ele não gosta da cidade. Porém, Declan está com problemas para manter a pensão, então, decide levar Anna até Dublin em seu clássico Renault 4.
Porém, a viagem também não da muito certo levando em consideração que o Declan tem tendência a ser um pouco grosso e sarcástico (aquele humor seco que todo mundo ama) e a Anna, é bem ao contrário. Para resumir, eles meio que começam a vigem se odiando sem motivos. haha' Mas, como toda boa comédia romântica, eles passam a se divertir com a confusão que a viagem virou; Anna passa a sentir algo por Declan, mas não quer apagar seus sentimentos por Jeremy por causa de um 'estranho charmoso'.


Ok' agora todo mundo já sabe o final, certo? É um filme leve, divertido, romântico, tudo na medida certa. Eu ri muito em muitas cenas, não há como não ri, não há como não se envolver com a trama. É meio clichê? Sim. Mas qual comédia romântica não é? Podem até existir algumas, mas creio são poucas.
Uma das coisas mais belas do filme é o cenário com certeza. A Irlanda é um país lindo, e os produtores conseguiram explorar isso. As paisagens são de tirar o fôlego.
Os personagens são carismáticos e reais. A Anna é atrapalhada, mas é decidida e ao mesmo tempo indecisa em alguns momentos. O Declan... bom, o Declan é o Declan. Eu achei o personagem perfeito. Com um senso de humor respeitável, com um sotaque lindo, com seus medos que na hora certa nós passamos a entender.

Enfim, pelos atores, pelo cenário, pela trama (que pode parece meio clichê) para mim tudo ficou na medida certa, se tornou de cara um dos meus filmes favoritos no gênero, já assisti e assisti de novo. E é o tipo de filme que eu não canso de rever, e sempre acabo rindo mesmo sabendo o que vai acontecer. Recomendo para todos que gostam do gênero, para mim, se tornou um dos melhores.

Trailer:


TÍTULO ORIGINAL: LEAP YEAR
ELENCO: AMY ADAMSMATTHEW GOODE
ANO: 2010 
DURAÇÃO: 97 MINUTOS
GÊNERO: COMÉDIA ROMÂNTICA
PAÍS DE ORIGEM: EUA/IRLANDA

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Livro: Os 13 porquês

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Livro: Os 13 porquês
Autor: Jay Asher
Editora: Ática
Páginas: 256

SinopseAo voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker - uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.


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Ao Chegar em casa Clay Jensen encontra um estranho pacote na frente da sua casa com seu nome. Ao abrir o pacote Clay encontra uma caixa de sapato com 7 fitas cassetes, com os lados numeradas de 1 a 13. Ao colocar a primeira fita, Clay ouve a voz de Hannah Baker, uma garota da sua escola, da qual ele gostava e que havia cometido suicídio duas semanas antes.
Hannah explica, que se ele recebeu essas fitas, é porque de alguma maneira ele contribuiu para a morte dela, ele é um dos treze porquês de seu suicídio. 
Para quem recebe as fitas só existem duas regras: Um: escutar. Dois: repassar para a próxima pessoa da lista.
"Não vou dizer qual fita tem a ver com sua participação na história. Mas, não precisa ter medo. Se você recebeu essa caixinha bonitinha, seu nome vai aaprecer... Eu prometo. Afinal, uma garota morta não mentiria."
Clay se pergunta quase instantaneamente, o que ele pode ter feito de tão ruim para a Hannah, para ele esta neste lista. Ele não entende, não aceita, não se lembra o que ele pode ter feito para acarretar isso para a vida dela, para a vida da garota que ele poderia até amar um dia. Se esse um dia ainda pudesse existir.

Ela começa desde do primeiro acontecimento, aquele que deu origem a 'bola de neve' que se tornou sua vida; e cada acontecimento é ligado, direta ou indiretamente, a outro, que no final a leva a decisão mais séria e complicada que ela poderia ter na vida, a decisão de o quê fazer com sua vida.
Em cada porquê, uma pessoa diferente é citada, os atos que aquela pessoa praticou e que teve sérias consequências quando somados ao final na vida a Hannah são explicados desde o começo.

Cada fita que se passa, cada acontecimento, cada pessoa citada, só servem para deixar o Clay de uma maneira que ele nunca havia estado antes. Ele chora, ele grita, ele lamenta, mas nada pode mudar o que aconteceu. Nada. Já fazem duas semanas que a Hannah morreu, e ele só veio a descobri os mistérios que cercavam sua morte agora. E sabendo de tudo, é tarde demais, ele não pode fazer nada. Apenas realizar o último pedido de Hannah, e ouvir todas as fitas, aguardando quando será a sua vez, afinal, o que ele fez de ruim para a Hannah?
No decorrer, as fitas se tornam quase uma obsessão, é possível sentir os sentimentos do Clay com relação as fitas e o suicídio da Hannah. É possível ficar tão obcecado quanto ele, para descobri a participação dele nas fitas.
E possível descobri os sentimentos que ele tinha com relação a Hannah, uma garota cujo a reputação foi arruinada por boatos, mas ele se recusava a creditar que aquilo era verdade, ele queria conhecê-la como ela realmente era, mas ele era tímido de mais para isso, e quando finalmente criou coragem, era tarde de mais.
"Odeio o que você fez, Hannah.Você não precisava ter feito isso. Odeio sua escolha, Hannah."
A Hannah tinha escolha? Sim, ela tinha. Mas ela escolheu deixar de viver. Ela escolheu deixar tudo para trás. Ela escolheu não correr mais o risco de se decepcionar com as pessoas. O principal porquê? As pessoas. As pessoas não fazem ideia do que um simples ato pode provocar na vida do próximo.
"(...) Acho que essa é a questão central. Ninguém sabe ao certo impacto tem na vida dos outros. Muitas vezes não tem  noção. Mas forçamos a barra do mesmo jeito."
Se os motivos que a Hannah mostrou, fossem analisados separadamente, talvez muitas pessoas achassem que ela estava criando uma tempestade em um copo d'água. A Hannah era uma adolescente bonita, era inteligente, ela tinha amigos. Mas ela tinha a típica insegurança de adolescente, e talvez ela não tenha sido forte o suficiente para dar a volta por cima desde que tudo começou.
Você entende os motivos dela para o suicídio? Sim, você entende. Mas nada justifica. 
Se ela tivesse dado uma chance ao Clay, talvez fosse diferente, mas não, a partir de um certo ponto da vida dela a decisão já estava tomada.
Com o passar das fitas, você percebe que em algumas vezes a Hannah tem medo de seguir sua decisão, mas quando ela precisa de ajuda, ninguém a ajuda, ninguém a motiva, ninguém lhe da um motivo para continuar vivendo. Pelo contrário, muitas pessoas continuam a empurra-la pra baixo.
"(...) Percebe como você se tornou mesquinha. Pode parecer que você não consegue se encaixar nessa cidade. Pode parecer que, toda vez que alguém lhe dá a mão para você  se  levantar, a  pessoa  larga e você escorrega mais para o fundo. Mas você tem que parar de ser pessimista, Hannah, e aprender a confiar nas pessoas à sua volta. Então faço isso, Mais uma vez."
Os Treze porquês é um livro instigante. Mas principalmente, te faz pensar em como você trata as pessoas. Em como você lidar com os problemas do outros. Te faz pensar em quantas pessoas será que você já magoou por causa do que para você, era apenas uma besteira, mas não para a pessoa atingida. Mas também é um livro que te faz querer ser uma pessoa melhor

A narração de Jay Asher é simples e intensa. É dividida entre o Clay, que narra em primeira pessoa, e é intercalada com a narração da Hannah sobre os fatos ocorridos. 
"(...) Eu te perdôo mesmo. Na verdade, perdôo quase todos vocês. Mas, ainda assim, vocês precisam me escutar até o fim. Ainda assim, vocês precisam saber."
Recomendo o livro para todos, mas acho que é um tipo de livro que deveria ser adotado nos colégios, por tratar de temas como: bullying, amizades, aceitação, suicídio, etc.
Mas a educação, e o incentivo à leitura nos colégios daqui do Brasil andam precárias, que é melhor nem se prolongar no assunto.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Livro: Nick & Norah

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Livro: Nick & Norah - Uma noite de amor e música
Autores: Rachel Cohn, David Levithan
Editora: Galera
Páginas: 224





SinopseO que pode acontecer quando dois adolescentes se conhecem por acaso em um caótico show de punk rock? Eles se apaixonam, é claro. Depois de um beijo, Nick e Norah vivem uma aventura pelos bastidores de NYC - um encontro repleto de alegria, ansiedade, confusão e entusiasmo, como deve ser a primeira vez.



"Sei que isso vai parecer meio estranho, mas poderia ser minha namorada pelos próximos cinco minutos?"
Essa realmente é uma maneira estranha de conhecer uma garota. Mas é assim que Nick conhece Norah e vice versa. Norah conhecia Nick antes, mas apenas por suas playlists, que ele insistia em mandar para sua ex. Playlists de bom gosto, o que é difícil encontrar hoje em dia. Mas Norah jamais imaginaria encontrar aquele cara, e naquelas circunstâncias.

Nick é baixista de uma banda de queercore e ultimamente está no fundo do poço por ter levado o fora da sua namorada, agora ex-namorada, e não fica nem um pouco feliz quando a vê no meio de um show de punk rock com outro cara. Após exatamente três semanas, dois dias e vinte e três horas, ela já tem outro cara, pois é, ele ainda não superou.
E é no estado de querer fujir e se esconder para não ter que encarar sua ex, Trish, mas também, não querendo demostrar isso, que quando ele vê que Trish e o outro cara, estão vindo justamente para onde ele está, não há outra opção há não ser pedir para a garota com blusa de flanela e corte de cabelo de escola particular que está ao seu, para ser a namorada dele pelos próximos cinco minutos.

Norah é uma garota na dela. Filha do diretor de uma super gravadora, sabe tudo que precisa saber sobre música. Aparentemente só está naquele show de punk rock, com algumas bandas de qualidade duvidosa, para apreciar as bandas de boa qualidade e para acompanhar sua amiga Caroline que quando fica bêbada precisa de alguém para leva-lá para casa. A última coisa que passava na sua mente era arrumar um namorado, nem que por apenas cinco minutos, mas a garota mais ou menos irritante do seu colégio, a Trish, estava vindo em sua direção, e ela não queria ser vista, então quando aquele cara estranho, bonito, mas mesmo assim estranho, fez aquela pergunta para ela, ela respondeu que sim.

Depois dos aparentes menos de cinco minutos, Norah percebe que o cara, agora ela sabe que sue nome é Nick, conhece Trish e Trish conhece Nick, e Nick também percebe isso. Então, Norah também percebe que Nick é o ex namorado da Trish, que escrevia as mais lindas músicas para ela, e que ela retribuía o traindo desde sempre.
Logo, um pedido de namorada-de-cinco-minutos se transforma em um pedido de carona para casa, para ajudar a levar a Caroline, que agora já está bêbada. E após alguns reajuste se transforma na noite mais incrível da vida de dois adolescentes decepcionados com o amor, que descobrem que ainda é possível amar, basta encontrar a pessoa certa. Uma noite regada a muito romance, histórias, horas sem dormir e é claro, muita música, por toda a cidade de Nova York.
"Eu não devia terminar essa música. Sempre penso em cada noite como uma canção. Ou cada momento como uma canção. Mas agora estou vendo que não vivo uma música só. Passamos de uma para outra, de letra para letra, de acorde para acorde. Não há um fim aqui. É uma playlist infinita. (...) Meu coração acelera. Eu estou aqui, no agora. Também estou no futuro. Estou abraçando-a e querendo e sabendo e esperando, tudo ao mesmo tempo. Somos nós que pegamos essa coisa chamada música e alinhamos com a coisa chamada tempo. Somos a marcação, a pulsação, estamos por trás de cada parte deste momento. E ao tornamos esse momento nosso, nós o tornamos infinito. Não há plateia. Não há instrumentos. Só corpos, pensamentos, murmúrios e olhares. É o show para dar um fim a todos os shows, porque é isso que importa. Quando o coração dispara, é para isso que está acelerando."
Nick e Norah é um livro bonito. Não em todos os detalhes, porque tem ele seus defeitos, mas os personagens são muito cativantes, reais, e incrivelmente normais.
O livro se passa todo em apenas uma noite. E linguagem é simples, muito rápido de ler, quando você percebe já esta perto do final. Os capitulos são intercalados, um do Nick (pelo David Levithan) e uma da Norah (pela Rachel Cohn). 
Nick & Norah, uma noite de amor e música ganhou uma adaptação cinematográfica em 2008, estrelado por Michael Cera e Kat Dennings.

Confiram o trailer:

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Livro: Tequila Vermelha

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Livro: Tequila Vermelha
Autor: Rick Riordan
Editora: Record
Páginas: 432


SinopseJackson 'Tres' Navarre retorna para sua cidade natal dez anos após o assassinato de seu pai. Porém, o caminho para as respostas em San Antonio, Texas, é bem mais difícil do que se pensava. Encontros com a máfia, jogos políticos, corrupção e dramas familiares tentarão desviar Tres da verdade ou matá-lo, o que acontecer primeiro. 







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"Conheça Tres Navarre... Ávido bebedor de tequila, mestre de Tai Chi, detetive particlar sem licença e com uma queda por problemas do tamanho do Texas."
Após receber uma carta de sua antiga namorada Lilian, Jackson 'Tres' Navarre resolve voltar para sua cidade natal San Antonio no Texas. Ele havia saído da cidade dez anos antes logo após o assassinato de seu pai. E atá antes disso ele se recusava a voltar a cidade.
Tres volta a cidade com o objetivo de reatar seu relacionamento com Lilian, e afim de resolver o mistério que cerca a morte de seu pai, já que o principal suspeito foi morto e a polícia não resolveu a caso completamente. Mesmo com todos os seus antigos amigos o persuadindo a deixar o que passou para trás.

Quando reabre o caso por conta própria, colocando em prática suas habilidades de detetive particular não licenciado, os problemas começam a aparecer, porque afinal Jackson Tres Navarre é sinônimo de problema.
No meio de todos esses problemas, envolvendo até a máfia, uma pessoa ligada a ele desaparece, e ele começa a tentar ligar o desaparecimento desta pessoa com a morte do seu pai. Até que todas as peças se encaixem e os culpados por tudo sejam os que menos aparentam ser.
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Pequeno resumo ok? Mas que isso e vou acabar soltando spoiler.
Tequila Vermelha é narrado em primeira pessoa, pelo Tres. O livro tem capítulos curtos que facilita muito a leitura, logo no primeiro capítulo você já fica com uma ideia do que vai encontrar no livro. Um humor sarcástico que faz ser impossível não rir com o Tres, ele consegue entrar em problemas inimagináveis.
É bem detalhado, é possível se conectar com o personagem e ter uma noção do misto de emoções que ele sente ao se lembrar do pai. Nos momentos 'flashback' quando o Tres se lembra do pai e conta alguns casos de infância é possível ver  que a semelhança que ele ele tem com o pai não fica só no nome.
Só senti um pouco de dificuldade no livro, com relação a quantidade de personagens, algumas vezes fiquei confusa de quem era quem, decorar nome e saber definitivamente quem era, só decorei cerca dez que são os que mais aparecem.

A série já possuí cerca de 7 livros nos EUA, mas aqui no Brasil até onde eu sei, só lançaram esse.

Recomendo para aqueles que queiram conhecem o outro lado de Rick Riordan, já que é um romance policial, é bem diferente do que a maioria das pessoas estão acostumadas a ler do autor.